Coluna PELO ESTADOPolítica

COLUNA EDER BOARO: Engana-me

Talvez, daqui a algum tempo, de todas as minhas afirmações nesse espaço, encontrarei algumas em que eu tenha mudado de opinião. Isso não é algo desprezível, pois, desde que não tenha compromisso com a vaidade, o ser humano é mutável. Tanto que o nome da minha coluna é reticências, uma vez que nenhuma verdade é absoluta e, após o término dessas linhas, o debate deve continuar, com direito ao contraponto propositivo e cordial. Sou a prova dessas mudanças na forma de pensar após analisar o contraditório, afinal, fui socialista, defensor de ditaduras como Cuba e fã de Che Guevara por mais de dez anos e, hoje, entendo que a liberdade é o único meio para a prosperidade social.

Digo isso porque essa semana percebi mais uma das minhas mudanças de pensamento. Há alguns anos me tornara fã de João Doria, ainda apresentador de TV e empresário do lobby. Após sua posse como prefeito de São Paulo, me encantei com sua forma objetiva de atrair parcerias e implantar uma gestão que buscava desburocratizar o município, visando seu desenvolvimento. Em seguida torci pela sua eleição ao governo paulista e o via como um bom nome à presidência da República em 2022. Porém, por me permitir avaliar posições divergentes e fundamentadas, hoje entendo que João Doria não passa de um megalomaníaco disposto a tudo, inclusive, implodir o país e seu Estado para atingir seus objetivos pessoais. A grande prova desse comportamento maquiavélico (no sentido pejorativo da concepção) do governador paulista foi a ligação que ele fez para Paulo Guedes após a saída de Sérgio Moro do governo federal, sugerindo que o Ministro da Economia, um dos pilares de sustentação do país, abandonasse a gestão Bolsonaro, sob argumento de salvar sua biografia. Paulo Guedes categoricamente respondeu que a popularidade e os votos que elegeram o presidente sustentavam a manutenção do atual governo, dando por encerrado o assunto.

Independente de sua opinião sobre Bolsonaro, quero que você avalie a quem interessa implodir a Nação com uma possível saída, nesse momento, do Ministro da Economia que, sabidamente, é o homem que garante investimentos estrangeiros no país? Essa é a prova que, para João Doria, mais importante que o desenvolvimento do Brasil é o seu interesse em ser presidente da República. Lamentável a postura deste cidadão que me deu mais uma demonstração que nossas posições podem ser mutáveis, desde que não fechemos os olhos para as cortinas que caem e desnudam os pseudo-heróis…

Eder Boaro é instrutor Master Mind e colunista político

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